Arquivo da categoria ‘ Cinema ’

Cloverfield: inovação ou puro marketing?

Postado em 10 de February de 2008 por Thiago Rossener

Cloverfield - O MonstroEu diria os dois. Sem sombra de dúvida o filme é uma produção envolvente, desde seu começo na festa de Rob, passando por todos os momentos de agonia que eles passaram, até seu final dramático. Confesso que assisti apenas por curiosidade, afinal pra quem acompanha as novidades na internet o filme gera muita curiosidade, primeiro pelo produtor ser quem é: J. J. Abrams, nada menos que o cara que produz Lost, e segundo pelas informações pouco reveladas, as fotos que não mostram o monstro e o trailer que mostra menos ainda.

O filme é inovador sim, não tem como sair do cinema sem achar isso. Estar na visão da câmera de Hud por 80 minutos, tempo exato de uma fita filmadora comum, é uma experiência no mínimo interessante pra quem está acostumado a acompanhar o enrredo em terceira pessoa.

Porém é só, diferente, pra mim nada além disso. Com uma produção genial e barata, digo isso porque foram gastos apenas 30 milhões de dólares, não que isso seja pouco, mas se comparado a outras produções isso não é nada. “Cloverfield é apenas um filme de monstro”, lê-se isso em todo lugar na internet, além das comparações com A Bruxa de Blair e Godzilla, críticas são inevitáveis, o filme deu o que falar.

Cloverfield - O MonstroCloverfield está longe de ser um filmaço, veio mais para tirar Hollywood da mesmice, dos roteiros previsíveis e gerar discussão, ainda que pra muitos seja um filme inútil e sem sentido que não vale a pena pagar caro no ingresso.

Aí fica a pergunta, deu o que falar por ser uma novidade entre os filmes de monstro ou pela incrível jogada de marketing?!

Teasers do filme eram exibidos nos cinemas sem se quer dizer o nome do que estava por vir. A partir daí surgiu todo tipo de boato sobre o monstro na internet, o site revelava pouco, e o que aconteceu foi criar muita expectativa entre os amantes do cinema, tudo o que eles queriam.

O fato é, ruim ou não, arrecadou em 3 dias nos EUA US$ 46 milhões, cobriu o gasto e já deu lucro. Especulações sobre a continuação não param de sair, e pelo que entendi até agora a idéia é mostrar o evento Cloverfield de outros pontos de vista. Li no blog do Judão o que o diretor (Matt Reeves) disse sobre a possível continuação:

Há partes e ‘habilidades’ do monstro que não pudemos mostrar, depois da edição final, então existe material suficiente para se pensar numa continuação.

O Judão ainda dá um alerta: “Fiquem espertos com A ÚLTIMA CENA, quando o casalzinho está numa roda gigante. E também fiquem atentos ao DVD, que deverá trazer extras BASTANTE interessantes.

Viu só, pra quem já está curioso com a continuação já tem onde fuçar…

E pra quem não assistiu pode conferir o trailer no YouTube:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=piCMGSy4_b8[/youtube]

Deliciem-se!

Continuações de A Lenda do Tesouro Perdido

Postado em 05 de February de 2008 por Celso

Ben GatesAs aventuras à la Indiana Jones de Nicolas Cage não devem parar tão cedo. Depois de A Lenda do Tesouro Perdido (2004) e A Lenda do Tesouro Perdido: Livro dos Segredos (2007), a Disney planeja mais dois filmes da série.

Na última quinta-feira o estúdio registrou dois domínios de Internet: NationalTreasure3DVD.com e NationalTreasure4DVD.com. Além disso, segundo o confiável blog JimHillMedia, especula-se que as novas histórias levarão a família de Ben Gates até a Ilha de Páscoa e o mundo perdido de Atlântida. Na Atlantis da série, segundo o blog, estaria escondida a fonte de energia pura e limpa, esquecida há milênios, que poria fim ao risco do aquecimento global.

Tudo isso é apenas especulação, mas, dado o bom desempenho mundial do segundo filme, com mais de 365 milhões nas bilheterias, é evidente que a Disney não deixará a franquia esfriar.


E Stallone muda de idéia de novo?

Postado em 05 de February de 2008 por Celso

Sylvester StalloneAo dirigir e atuar nas seqüências de antigos sucessos, Sylvester Stallone tem conseguido se manter nos holofotes de Hollywood. E ao que tudo indica, ele não está nem um pouco disposto a deixar que essa luzes se apaguem.

Segundo o The Hollywood Reporter, o carismático Garanhão Italiano assinou contrato para dirigir e estrelar mais dois filmes de ação ao lado dos mesmos produtores de Rambo IV, Danny Dimbort, Avi Lerner e Trevor Short, do consórcio Nu Image/Millennium Films.

Quer saber qual vai ser o próximo projeto do Sly? Nós também! Por enquanto, tudo o que sabemos é que ele está analisando diversos roteiros, inclusive para seqüências de franquias como Rambo e Rocky, desmentindo (de novo!) suas próprias palavras, mas sem fechar as portas para novas idéias. E como a Nu Image/Millennium deve fechar nos próximos dias um acordo com o sindicato dos roteiristas, é esperado que em breve, a boca torta do ator surja por aqui novamente, para anunciar seu próximo projeto.

Homem Aranha 4 e filme solo de Venom

Postado em 05 de February de 2008 por Celso

Venom e AranhaSucesso de público, mas o filme que teve as piores críticas da trilogia, Homem-Aranha 3 pode ganhar uma série derivada.

Segundo rumores publicados pelo IESB, que cita fontes seguras, o Marvel Studios realizou diversas reuniões recentemente com roteiristas para iniciar o desenvolvimento de um filme solo do vilão Venom. A idéia não é nova. A New Line Cinema trabalhou a possibilidade durante alguns anos sem sucesso - e os direitos do personagem acabaram voltando para a Marvel, que o licenciou para o longa do aracnídeo.

O site garante que publicará uma confirmação oficial em breve. Enquanto isso fica a dúvida se ele irá mesmo acontecer ou se a Sony (estúdio que tem os direitos sobre o Aranha no cinema) terá alguma participação no filme. Vale lembrar também que a Marvel já pode começar a trabalhar no texto do filme, pois entrou em acordo com os roteiristas em greve em Hollywood.

Em outra notícia sobre o universo de Peter Parker, o roteirista James Vanderbilt (Zodíaco) falou brevemente ao blog TalkRadio sobre Homem-Aranha 4, filme que ele começará a escrever assim que a greve dos roteiristas termine ou a Sony entre em acordo com o sindicato WGA.

“Eu aceitei fazê-lo. Eu adorei os filmes. É um processo meio estranho de trabalho porque tenho que me sentar com os caras que fizeram os três primeiros e dizer a eles o que fazer a seguir. Mas tive sorte que eles manifestaram interesse em mim e sou fã desses filmes, então entramos num acordo antes da greve. Agora é esperar que ela acabe e começar a trabalhar”, disse.

A idéia de Vanderbilt que lhe rendeu o cobiçado trabalho supostamente é mais centrada nos personagens do que nos efeitos especiais. Além disso teria apenas dois vilões, para não repetir os excessos de Homem-Aranha 3.

Meu nome não é Johnny

Postado em 04 de February de 2008 por Celso

Meu nome não é JohnnyAté quem costuma torcer o nariz para as produções nacionais tem que admitir que cada vez mais o cinema brasileiro nos surpreende. É verdade que ainda encontramos muitas bombas.

E não acho que só porque o filme é nacional devemos assistir ou achar bom. Se o filme é ruim, temos mais é que malhar mesmo, seja o filme americano, brasileiro ou húngaro. E da mesma maneira, se o filme é bom, devemos elogiar e recomendar.

Meu nome não é Johnny é baseado em fatos reais, e conta a história de um jovem de classe média que acaba passando de usuário a traficante de drogas. Aí aquele esquema,o início, a ascensão, a grana, a curtição e a queda, a prisão e toda a barra que o cara tem que passar - a esposa o abandona, a mãe tem que vender um imóvel para bancar o advogado. No final, a redenção, depois de duras penas do personagem.

O filme consegue ser barra pesada e ao mesmo tempo tem alguns momentos realmente engraçados, com boas atuações, especialmente de Selton Mello.

É verdade que tem uma coisa que me irrita no cinema nacional e não consego entender. Por que todos os filmes nacionais tem que ser comédias românticas ou tem que ser filmes com “crítica social?” Vi uma garota em algum canal, acho que a Cultura, dizendo que cinema é arte e não diversão. Besteira imensa, claro. Cinema é arte, sim, com certeza. Pode ser usado como veículo de crítica social? Sim.

Mas ao contrário do que a pseudointelectual disse, cinema também é diversão, pura e simples sim. E aposto que todos que tem esse discurssozinho batido, vibram quando vêem uma boa luta de sabres de luz.

O lance é que “Meu nome não é…” consegue se libertar desse estigma. Funciona como crítica social sim, mas também é diversão, como outros filmes nacionais recentes.

Porém nenhum deles ainda conseguiu ser diversão pura e simples de qualidade.

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