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Fim da Guerra Civil e os novos títulos da Marvel

Postado em 02 de February de 2008 por Thiago Rossener

Capitão América vs. Homem de FerroMês passado (janeiro) chegou ao fim a saga dividida em 7 partes do maior evento que já aconteceu no Universo Marvel (Ahh…!), pois é, com um final surpreendente e a incrível luta entre os vingadores Capitão América e o Homem de Ferro o gibi encerrou sua cota, a partir de agora a Marvel promete lançar novos títulos baseados no final da guerra.

Pra começar, agora em fevereiro já aparece nas bancas novas histórias do Homem de Ferro, tendo Tony Stark como diretor da SHIELD, em março tem a estréia da nova série dos “Poderosos Vingadores” e em abril “Vingadores: A Iniciativa” na revista Avante Vingadores!

Além desses também terá continuidade em fevereiro os Novos Vingadores, pra quem tem a curiosidade de saber o que acontecerá com o aparentemente derrotado Steve Rogers (nosso Capitão América), e nos próximos meses vem os “Thunderbolts”, o novo “Quarteto Fantástico” e “Hulk contra o mundo”, todos em março.

Por último e não menos importante a Marvel ainda lança “Justiceiro: Diário de Guerra”, “Cavaleiro da Lua”, novos desafios para o “Demolidor”, a “Tropa Ômega” (que diz ser a nova linha de defesa do Canadá), e a fábrica de idéias ainda promete revelar novos guerreiros que supostamente estariam participando de uma guerra silenciosa nos bastidores da Guerra Civil.

Ufa! Quantas novidades… mas apesar de ser bem curta, a Guerra Civil rendeu boas páginas de intrigas e revelações importantes.

Pra quem não conseguiu acompanhar o gibi, se der sorte (e muita!), nas bancas você ainda pode encontrar a Guerra Civil Especial, que, apesar de eu não ter lido, acredito que seja uma versão com o conteúdo das outras revistas e mais fatos que se desenrrolaram durante o conflito.

Guerre Civil

Antes de Senhor dos Anéis… Muito antes de Harry Potter…

Postado em 21 de January de 2008 por Celso

Imagem de uma das melhores aventuras de Conan.Olá a todos… Já há algum tempo tenho vontade de escrever sobre um dos pioneiros autores do gênero fantástico no século XX. Alguns anos antes de Tolkien escrever seu Senhor dos Anéis e criar uma Tera Média com Elfos, anões e hobbits, muito antes de Rowling escrever as estórias do bruxo mirim mais famoso e rendável da atualidade, um caipira do Texas criou um mundo incrível, repleto de magia, demônios, guerreiros impiedosos e mulheres sedutoras, que muitas vezes eram também hábeis espadachins.

Tudo isso só para servir de pano de fundo para as incrpiveis aventuras de um bárbaro sanguinário, um hábil guerreiro que saiu de sua aldeia no Norte gelado do mundo conhecido para se aventurar pela civilazação do Sul.

Este autor é Robert E. Howard e sua criação mais famosa, o tal bárbaro, é Conan.

Antes de continuar, deixa eu explicar uma coisa importante aqui. Não pretendo em momento nenhum fazer uma comparação entre os contos de Howard e a saga do anel de Tolkien. Eu sei bem que a obra de Tolkien é inclusive objeto de estudo de certos críticos literários pelo mundo. O próprio Tolkien era um intelectual, um estudioso de línguas medievais, e seu conhecimento literário e sobre história medieval, mitologia, etc, com certeza era muito maior, muito maior mesmo que o de Howard e também de Rowling. Nunca, nem mesmo o maior fã de Conan, poderia dizer que a obra de Howard é superior ou mesmo se iguala a de Tolkien. Claro que não.

Porém, algo deve ser dito. A intenção de Howard nunca foi criar uma obra prima da literatura. As primeiras estórias de Conan foram publicadas nas chamadas Pulp fictions. Livros impressoas em papel barato que traziam estórias de terror e policiais. Nada a ver com uma obra de um professor titular de Oxford, caso de Tolkien.

Mas e se pensarmos somente em diversão. Em emoão barata, em ação, em aventura? Talvez alguém aqui já tenha ouvido falar de uma banda chamada Dream Theater. Formada por músicos americanos, todos com formação clássica em música, são instrumentistas virtuosos, com músicas imensas de até 20 minutos. Uau. Parabéns. Mas uma outra banda chamada Ramones que fazia músicas de no máximo 3 minutos, tocavam apenas duas notas, tinham um vocalista feio e meio rouco marcou muito mais a música, emocionaram muito mais pessoas e serão eternos nos corações de fãs… Conhecimento e técnica não são tudo. Emoção, vontade, sangue, suor e lágrimas… Podem marcar mais as pessoas do que técnica estéril. Se tivesse que escolher entre apenas uma banda para ouvir o resto da vida e as opções fossem Ramones e Dream Theater. Bom, dane-se a técnica, os Ramones seriam minha escolha, e tenho certeza a escolha da maioria das pessoas. Eles não têm técnica, mas têm coração.

A Era Hiboriana de Conan.

Coração é o que não falta nas estóriasde Conan. Ele vive na Era Hiboriana, um período que teria ocorrido há 12.000 anos atrás no nosso planeta. Conan, não é nem de longe um herói tradicional, como Superman ou Batman, Homem - Aranha. Na verdade, há apenas dois hérois da Marvel que me lembram vagamente Conan. Wolverine e Justiceiro. Aliás há até uma estória do tipo, “o que aconteceria se”, em que Wolverine e Conan se encontram.

Conan, como é dito em várias estórias, foi ladrão, saqueador, líder de exércitos mercenários. Vendia caro sua espada. Na casa dos 40 anos se tornou rei da poderosa Aquilônia.

Ao contrário do que nos acostumamos a ver no cinema, na literatura ou HQs, não haviam de fato heróis ou vilões na Era Hiboriana. Era um período sangrento, em que os mais fortes sobreviveriam. Isso não quer dizer que Conan não tivesse um senso de honra e ética muito próprios. Por exemplo, certa vez ndeixou de matar um bucaneiro que havia assassinado toda sua tripulação de maneira covarde porque descobriu que ele tinha esposa e filha. Não contente, ajudou o bucaneiro, a quem desprezava, a escapar de uma ilha infestada por selvagens.

Na década de 1970, Roy Thomas convenceu a Marvel a adaptar as estórias de Howard para HQs. O resultado, não consigo imaginar melhor. No Brasil, o personagem fez muito sucesso na década de 1980, principalmente em publicações em Preto e Branco.

Se você nunca leu, experimente. No mínimo, você vai se divertir muito, e perceber que antes do genial Tolkien escrever sua saga dos anéis, “autores menores” já exploravam mundos fantástico, sem receberem o merecido crédito por isso. Além de Howard, o autor H.P. Lovecraf, seu amigo, também escreveu estórias do gênero.

Nos melhores momentos, Conan vai além. Pode realemnete nos emocionar e noa fazer pensar um pouco. Como em um dos meus momentos favoritos, na revista A Espada Selvagem de Conan, númeto 33. Conan está no deserto, em uma missão para recuperar a própria alma. Um pequeno grupo de viajentes chega, pai, uma filha e um filho. Antes de partir, o velho divide seu alimento com Conan e parte. Demonstra um senso incrível de humanidade para com um homem estranho, que não é nem mesmo do seu povo. Conan, que nos últimos dias havia conhecido traição e perversidade de todos os tipos pensa… “Como as pessoas podem ser boas e gentis… E como poucas agem dessa maneira.” Por trás de todo sangue e lutas, há algumas pérolas da natureza humana nas estórias de Conan.

70 anos de Superman

Postado em 15 de January de 2008 por Thiago Rossener

Superman: CrônicasNeste ano Superman completa 70 anos de existência. Criado pelo escritor Jerry Siegel e desenhado originalmente por Joe Shuter, o maior super-herói dos quadrinhos foi aparecer pela primeira vez nas bancas em 1938 na capa da “Action Comics n° 1″.

Pra comemorar o ano festivo a Panini Comics lançou há pouco tempo “Superman: Crônicas”, volume com 212 páginas, coloridas e impressas em papel em papel de boa qualidade.

A revista além de apresentar as primeiras aparições do Homem de Aço, também mostra seus primeiros coadjuvantes como a inigualável repórter do Planeta Diário, Lois Lane, e Perry White, antes conhecido apenas como “O Editor”.

Na edição a idéia foi preservar o material original, então podemos ver as capas originais, matérias veiculadas na época do lançamento das revistas e até uma explicação científica da incrível força do herói. Além disso, ainda podemos conferir uma história em prosa do Último Filho de Krypton, algumas ilustrações e as biografias dos autores Siegel e Shuster.

Com capa dura, a edição definitiva de Superman que faltava no Brasil chega as bancas valendo R$ 56,00.

Bem, precinho amargo pra uma revista em quadrinhos, mas bem doce pra histórias do Superman com mais de duzentas páginas.

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